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Teia de aranha: novo material na construção de equipamentos?

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Mais leve, resistente e flexível que os materiais atuais, o fio da teia de aranha pode revolucionar a fabricação de equipamentos no futuro

Teia de aranha: novo material na construção de equipamentos?

Fio sintético produzido em bactéria transgênica

Vivemos tempos onde a consciência ambiental está em todas as rodas de discussão e também a busca por soluções que tragam mais conforto, qualidade e funcionalidade para o homem.

Isto é uma fonte enorme de "combustível" para mover a pesquisa científica.

O velejador brasiliense Elíbio Rech faz parte de uma equipe de pesquisadores da Embrapa, Universidade de Brasília, Universidade de Wyoming e Instituto Butantã que recentemente conseguiu isolar genes de aranhas brasileiras para, a partir daí, conseguir produzir sinteticamente os fios de teia para uso industrial e/ou medicinal. 

Com o fio da teia serão produzidos os tecidos que poderão estar na estrutura de uma prancha de Windsurf, um mastro ou um remo de SUP no futuro.

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Cientistas da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Universidade de Wyoming, Universidade de Brasília e o Instituto Butantã se uniram para isolar os genes de aranhas da biodiversidade brasileira e investir em técnicas de engenharia genética que permitam aproveitar essas características em prol do desenvolvimento industrial. O objetivo é desenvolver novos biopolímeros, a partir da clonagem de genes associados à produção da teia da aranha, chegando à produção sintética da teia de aranha em laboratório.

As aranhas foram coletadas em três diferentes biomas: mata atlântica, Amazônia e cerrado e o estudo do seu genoma mostrou aos cientistas que a fibra da teia de aranha é um dos fios mais resistentes e flexíveis da natureza, capaz de agüentar o peso da própria aranha a 80 quilômetros de altura.  A pesquisa visa atender aos interesses de vários setores da indústria, reunindo resistência e flexibilidade.

A pesquisa começou com o isolamento dos genes de interesse dessas aranhas para depois, em uma segunda fase, transferi-los para plantas de algodão visando à produção de fios mais resistentes. Os cientistas desenvolveram desenvolver plantas de soja transgênicas com genes das aranhas.  Tambem como objetivo, será conseguir que a proteína da teia de aranha seja incorporada à fibra do algodão e a fibra do bicho-da-seda, tornando-os mais resistente.

Atualmente, os cientistas estão utilizando tecnologias de nanotecnologia, que permitem ver detalhes de cada fio ampliados em até um bilhão de vezes. Isso permite diferenciar, por exemplo, as fibras mais elásticas das mais resistentes, entre outras aplicações.

Além de resultar em inúmeras aplicações e benefícios para o desenvolvimento de diversos setores da economia brasileira, o fato de os estudos serem baseados em aranhas brasileiras permite agregar valor à biodiversidade nacional.

Clique para ler matéria publicada no Correio Braziliense