iDo: Nunca aprender a velejar de wind foi tão fácil
Texto: Marcello Morrone
Há dois anos o inventor italiano Dario Oliviero apareceu no meeting da Starboard na Tailândia para apresentar o projeto do iDo.
Ao final da explanação foi aplaudido de pé por todos os representantes de mais de 45 países ali reunidos. O objetivo é um só: facilitar o aprendizado do windsurf! Hoje, finalmente, o produto final está no mercado.
O windsurf já foi o esporte da moda e viveu momentos de euforia e presença constante na mídia como hoje vive o kitesurf e amanhã vai viver o SUP. Naquela época, como hoje também observamos no kite, muita gente experimentava o esporte e muita gente também abandonava por alguma frustração, geralmente causada no aprendizado.
Nós que temos escola de Windsurf, até hoje recebemos alunos que testaram as pranchas dos anos 80, desistiram e chegam até a escola com os famosos comentários: "experimentei, mas na época era um pranchão comprido e fino", ou o mais clássico de todos "fui, mas não voltei", típico daquele test-drive sem instrução.
De lá pra cá muita coisa evoluiu não só na metodologia de ensino, mas, principalmente, nos equipamentos destinados aos iniciantes.
Hoje temos as pranchas Start e Gemini que reduzem o tempo de aprendizado das técnicas básicas drasticamente. O cronograma de atividades da escola Katanka não mudou muito em 18 anos de "portas abertas", mas o que notamos é que os alunos cumprem o que é previsto e proposto em menos da metade do tempo.
Escolas como a Tempo Wind Clube, em São Paulo, que modernizaram seus equipamentos, já mudaram radicalmente a oferta de cursos básicos para otimizar o tempo dos alunos e dos instrutores. No mundo corrido de hoje, onde tudo é urgente e tempo é dinheiro, não há porque usar técnicas e equipamentos obsoletas no aprendizado da prancha à vela?
Neste final de semana que passou testamos pela primeira vez o iDo na prática e os resultados foram além das expectativas. A escola de Windsurf do Clube Katanka passa a oferecer a partir da semana que vem, cursos rápidos e algo parecido com o "vôo-duplo" oferecido por escolas de vôo livre e pára-quedismo.
Com a combinação Gemini + iDo, velejar de Windsurf se torna uma atividade facílima, acessível a qualquer pessoa.
E aprender sem dificuldades, sem esforço excessivo (e desnecessário), sem traumas e com segurança é um ingrediente imprescindível para diminuirmos a 0 o "fui, mas não voltei" e aumentar significativamente o número de novos velejadores que procuram as escolas e continuam no esporte.
Um dos testes que foram feitos não tinha sido previsto. O pai velejador e o filho que não veleja apareceram no clube numa tarde agradável e de vento e foram passear de Wind no lago Paranoá. O pai, Ronald, saiu da água comentando ter sido um dos melhores velejos de todos que ele já fez. Com uma Gemini, uma vela 6.5, o iDo e uma vela 2.5 para o filho Sérgio.
Veja como foi:

Subindo na prancha

Primeiro bordo: 15 segundos após subir na prancha!!!!

"Bora pai, levanta logo essa vela!!!"

"Levantei. Vamo nessa?"

"iurruuuuuuuuuu, vamos!!!"









